Resenhas

[Resenha] Tipos Incomuns – Tom Hanks

Olá leitores!

Eu e a Laura estamos muito sumidas do blog, mas em breve voltaremos à programação normal de postagens, com resenhas e textos novos pra vocês.

Na resenha de hoje, venho contar a vocês minha experiência com o livro de estreia do ator, roteirista – e agora autor – Tom Hanks. Sou um pouco suspeita para falar, já que adoro os filmes dele e, principalmente, seu talento para atuação.


Um affaire agitado e divertido entre dois grandes amigos. Um ator medíocre que se torna uma estrela e se vê em meio à frenética viagem de divulgação de um filme. O colunista de uma cidadezinha com um ponto de vista antiquado sobre o mundo. Uma mulher se adaptando à vida na nova vizinhança após o divórcio. Quatro amigos e sua viagem de ida e volta à Lua num foguete construído num fundo de quintal.

Essas são apenas algumas das pessoas e situações que Tom Hanks explora em sua primeira obra de ficção. Os contos têm algo em comum: em todos, uma máquina de escrever desempenha um papel — às vezes menor, às vezes central.

Conhecido por sua sensibilidade como ator, Hanks traz essa característica para sua escrita. Ora extravagante, ora comovente, ocasionalmente melancólico, Tipos incomuns deleitará e surpreenderá seus milhões de fãs.


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Quem acompanha o blog sabe que eu não tenho o hábito de ler livros de contos. Apesar disso, me interessei pela leitura, principalmente pois a curiosidade sobre a escrita do Tom Hanks era muito grande. Sabendo que era um livro de estreia não fui com tanta sede ao pote, nem com expectativas altas.

O livro me surpreendeu muito positivamente. A escrita do autor é muito sensível e detalhista na medida certa: ele não passa muito tempo descrevendo um ambiente, porém não faltam detalhes ao leitor para imaginar a cena. O livro possui, em sua maior parte, diálogos entre os personagens, o que acredito que seja uma herança do cinema e do teatro. Isso faz com que a leitura flua mais rápido e que seja mais dinâmica.

Os contos são bem variados, muito diferentes entre si. Alguns passam-se em épocas mais antigas e outros em tempos mais próximos ao que vivemos e a única coisa em comum entre eles é a máquina de escrever, desempenhando alguma importância na história. Em alguns a máquina é algo central no conto e em outros, apenas aparece brevemente. Tive a impressão de que o autor é viciado em máquinas, sabendo nomes, modelos e características de várias marcas. Em relação aos contos em si, eu sempre queria um pouco mais depois que acabava. Mais uma vez provei a teoria de que histórias curtas não são o meu estilo, já que no fim de cada uma delas eu me sentia mal por não poder ter mais daquilo, por não saber o que aconteceria depois.

 

É importante ressaltar também que o autor explorou situações muito cotidianas para escrever os contos, exceto em alguns contos pontuais. Em nenhum deles acontece algo muito extraordinário o que não diminuiu, em hipótese alguma, a qualidade dos mesmos. E foi toda essa simplicidade que me conquistou na escrita do autor.

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Meu conto favorito foi “Um fim de semana especial” narrado pela visão de uma criança, passando um fim de semana com a mãe que não vê há tempos. A inocência da criança em não entender certos acontecimentos, mas ao mesmo tempo saber lidar com a separação dos pais é muito boa. Também gostei do primeiro conto: “Três semanas exaustivas” – foi até exaustivo de ler – que conta a história de dois amigos que se tornaram um casal. O problema é que a namorada, Anna, queria controlar até a cueca que o namorado vestia. (risos) achei divertido, mas ficava extremamente irritada com as atitudes dela. Por último, também adorei o “Estas são as reflexões do meu coração” que tem a máquina de escrever como peça importante na história. Achei este o conto mais sensível de todos. Uma jovem moça que compra uma maquina de escrever antiga para colocar no papel o que sente. Não é isto que estamos procurando fazer sempre?

“Tornou a se sentar à mesa e rolou mais duas folhas de papel na Hermes 2000. Ajustou as margens para estreitas, como uma coluna de jornal, e o espaçamento em 1 e ½. Digitou:

“Uma reflexão do meu coração”

Depois voltou o cilindro e iniciou um parágrafo. Sua digitação quase silenciosa ecoou suavemente pelo apartamento e para fora de sua janela aberta até muito depois da meia-noite.”

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Obviamente, em um livro com tantas histórias variadas, existem contos que não nos cativam. Não quero entrar muito em detalhes sobre estes, já que foram poucos e não afetaram a qualidade da obra. O conto que menos me agradou foram os do jornalista Hank Fiset entitulados “Nossa cidade hoje com Hank Fiset”. Não há nada de errado com estes contos, que exploram a página de um jornal contendo diversas notícias. Eu só não gostei por sisma/ranço mesmo (risos).

Então fica a dica para todos: se você gosta do Tom Hanks – não há como não gostar dele- leia Tipos Incomuns. Se você acha que não gosta de contos, leia Tipos Incomuns. Se você, como o autor é louco por máquinas de escrever, leia Tipos Incomuns. Se você não gostar de pelo menos um conto pode vir aqui me xingar depois.

Espero voltar em breve com novas resenhas para vocês.

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2 comentários em “[Resenha] Tipos Incomuns – Tom Hanks

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