Resenhas

[Resenha] A filha perdida, Elena Ferrante

Oi, gente!

No post dessa semana vou contar um pouco sobre uma leitura incrível que fiz no mês de fevereiro. O livro se chama “A filha perdida”, de Elena Ferrante.

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“As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender.” Com essa afirmação ao mesmo tempo simples e desconcertante Elena Ferrante logo alerta os leitores: preparem-se, pois verdades dolorosas estão prestes a ser reveladas.
Lançado originalmente em 2006 e ainda inédito no Brasil, o terceiro romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de uma professora universitária de meia-idade, Leda, que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide tirar férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, ela volta toda a sua atenção para uma ruidosa família de napolitanos, em especial para Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena que sempre está acompanhada de sua boneca. Cercada pelos parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe e faz Leda se lembrar de si mesma quando jovem e cheia de expectativas. A aproximação das duas, no entanto, desencadeia em Leda uma enxurrada de lembranças da própria vida — e de segredos que ela nunca conseguiu revelar a ninguém.
No estilo inconfundível que a tornou conhecida no mundo todo, Elena Ferrante parte de elementos simples para construir uma narrativa poderosa sobre a maternidade e as consequências que a família pode ter na vida de diferentes gerações de mulheres.

Quem já leu Lionel Shrver com certeza sentiu (ou vai sentir) uma semelhança ao ler um livro de Elena Ferrante! As duas tem uma escrita forte (apesar de a de Ferrante ser mais simples), falam sobre a maternidade de forma muito sincera (que chegou até a me assustar rs), além disso fazem criticas sociais sempre muito pertinentes.

“Mas eu não invento nada, só escuto, o não dito fala mais que o dito”

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“As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender.”

Uma das coisas que mais gostei no livro e na escrita de Ferrante é que ela vai direto ao ponto,  não tem enrolações mas é tudo bem estruturado, sem informações soltas.A narrativa em primeira pessoa, que muitas vezes me cansa um pouco, é muito bem feita e os diálogos também sao muito interessantes, mas creio que poderiam ter sido mais bem trabalhados. O livro, por ser muito pequeno, pode parecer uma leitura boba, pra passar o tempo! Mas não é nada disso! É uma leitura complexa, que as entrelinhas e aquilo que não esta escrito dizem muito. A forma como certos sentimentos são expostos e a construção dos personagens trazem muita verdade ao livro. É preciso ler com calma, pra captar a essência e a sensibilidade da obra. Certas atitudes de Leda me incomodaram um pouco, apesar de não ser mãe, senti que a forma como ela lida com a maternidade é infantil e egoísta demais.

A leitura é fácil, com uma linguagem relativamente simples e de fácil compreensão. Recomendo muito pra quem procura um livro “maduro”. Já quero ler mais livros dela!!


 

A AUTORA:

Elena Ferrante se recusa a divulgar fotografias e a falar de sua vida pessoal. Acredita-se que tenha nascido na região de Nápoles e que seja mãe. A autora publicou diversos romances, entre eles Dias de Abandono, que será publicado em breve no Brasil pela Biblioteca Azul.  Em 2012, Europa Editions começou a publicação de traduções para o inglês de “Neapolitan Novels” de Ferrante, uma série sobre duas meninas perceptivas e inteligentes de Nápoles que tentam criar vidas para si mesmas dentro de uma cultura violenta e destrutiva.Os críticos elogiaram o seu “poder devastador como romancista” e por um estilo que é “agradavelmente rigoroso e fortemente franca.”
Ferrante sustenta que “os livros, uma vez que eles são escritos, não precisam de seus autores.”



FICHA TÉCNICA

Título: A filha perdida (La figlia oscura)

Autor: Elena Ferrante

ISBN: 9788551000328

Editora: Intrínseca

Ano: 2006

Número de páginas: 395

Área principal: Drama

Classificação: 4-estrelas-01


 

Beijos e espero que tenham gostado.

 

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20 comentários em “[Resenha] A filha perdida, Elena Ferrante

  1. Caramba! Cheguei a arrepiar quando vi que não fui a única que notou essa semelhança com Lionel Shrver. Gostei bastante do livro, apesar de achar a temática “maternidade” um pouco forte por lembrar de Lionel Shrver (foi muito perturbador). Adorei a sua resenha.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigadaaa!! Sim, as duas abordam a maternidade de uma maneira digamos ~peculiar~! Aliás foram elas que começaram a fazer com que eu pensasse mais sobre isso: será que eu realmente quero? rsrsrs

      Curtido por 1 pessoa

  2. Oiii Laura, eu nunca li nada dessa autoria e confesso para ti que ate fiquei curiosa para me aventurar nessa trama, sua resenha ficou incrível e quem sabe futuramente eu dê oportunidade, é sempre bom inovarmos com leituras.
    Beijinhos

    Curtido por 1 pessoa

    1. Fico muito feliz que tenha gostado da resenha, querida!! Leia sim, espero que goste! Nada melhor para um leitor que sair da sua zona de conforto! Beijos!

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    1. Sim!!! Ela escreve super bem, é uma escrita bem “madura”, sabe? Estou lendo outro livro dela agora, chama “Dias de abandono”! Achei a escrita menos fluida, mas igualmente forte!

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  3. Oi, Laura!
    Parece que esse livro trás bastante emoção e reflexão. Acho que a autora quis mesmo chocar em fazer uma mãe egoísta. Apesar de parecer uma leitura interessante, confesso que o livro acabou não me chamando atenção. :/
    Obrigada pela dica!
    Beijão!
    Blog La Garota
    Blog As Meninas Que Leem Livros

    Curtido por 1 pessoa

    1. Poxaaa, que pena!! Eu gostei bastante, dizem que a tetralogia dela é sensacional, estou curiosa pra ler!! Leia tambem, quem sabe a experiencia não é melhor?! rs Beijosss

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  4. Oiee Laura ^^
    Eu li “Precisamos falar sobre o Kevin” e achei incrível, apesar de um pouco cru e assustador…haha’
    Eu já tinha visto a capa de “A filha perdida” antes, mas não sabia bem do que tratava. Parece ser muito interessante e diferente de tudo o que eu já li, fiquei curiosa.
    MilkMilks ♥

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  5. Ola,

    Sempre passei reto por esse livro, mas de uns tempos para cá, ele se tornou uma febre na blogosfera. Como gostei do livro da Lionel, e você disse que quem gosta de uma autora provavelmente gostará da outra, fiquei curiosa para conhecer a história. Dica anotada!

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  6. Já ouvi falar da autora, especialmente sobre a “polêmica” de ela não gostar de aparecer (o que eu acho que está no direito dela, uai), mas nunca havia me atentado para os romances, além do fato de que são elogiados. Parece ser uma leitura perfeita para quando mudar o ritmo que estou seguindo atualmente. Obrigada por compartilhar a sua experiência conosco. Abraços!

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  7. oie!
    Eu ainda não li nenhum livro da autora, mas mesmo sabendo que é em primeira pessoa, vou dar uma chance par ao livro. Espero gostar dessa trama, é a primeira resenha que leio falando sobre esse livro.
    bjks!
    Histórias sem Fim

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  8. Oi, Laura
    Ótima resenha! Esse livros é bem interesse, e gostei de saber que mesmo sendo uma leitura complexa é fácil de ler e se envolver com a história. Sem contar que gosto de narrativas mais diretas.

    Blog Livros, vamos devorá-los

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  9. Olá.
    Nunca li nada de Lionel Shrver nem da Elena, acredito como o assunto te assustou, hoje sei que muitas coisas sobre o tema maternidade são “ocultados” para não assustar kkkkk, mas é uma delicia também, uma mistura de tudo com amor duplicado.

    Não conhecia o livro ainda, fiquei bem curiosa. Gostei ainda mais de saber que a autora é direta e não enrola.
    Amei

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  10. Olá Laura,
    Que bom que esse título te agradou. Já vi esse livro muitas vezes em promoção na internet, mas não tenho vontade de ler, principalmente, por conta da capa, ela não chama nada minha atenção.
    Sua resenha, bem escrita, também não foi o suficiente para me convencer.
    Beijos ♥

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  11. Olá, tudo bem? Não conhecia a autora, nem o livro, mas já livro da Lionel. Acho a escrita fantástica, e se esse aqui segue a mesma “linha” tenho certeza que irei gostar. Já tinha ouvido falar do livro num Clube do Livro da Intrínseca, mas saber mais dele por aqui me deixou bem mais interessada. Adorei!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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