Resenhas

[Resenha] Filhos do Éden – Paraíso Perdido, Eduardo Spohr

“O mundo dos homens é feito de escolhas, o que o torna tão confuso aos anjos do céu”.

Olá Leitores,

Hoje finalmente vamos falar do último livro da trilogia Filhos do Éden, do Eduardo Spohr.

Todos que acompanham o blog sabem do meu fascínio pelos livros do Edu. Leio Filhos do Éden desde meados de 2011 e em janeiro deste ano finalmente completei a trilogia, com direito a conhecer o Eduardo e ganhar autógrafo em todos os meus livros. ❤

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Leia aqui as Resenhas de:

Herdeiros de Atlântida – Livro 1

Anjos da Morte – Livro 2

Sinopse:

IMG_20160324_124251566.jpgNo princípio, Deus criou a luz, as galáxias e os seres vivos, partindo em seguida para o eterno descanso. Os arcanjos tomaram o controle do céu e os sentinelas, um coro inferior de alados, assumiram a província da terra.

Relegados ao paraíso, ordenados a servir, não a governar, os arcanjos invejaram a espécie humana, então Lúcifer, a Estrela da Manhã, convenceu seu irmão – Miguel, o Príncipe dos Anjos – a destruir cada homem e cada mulher no planeta. Os sentinelas se opuseram a eles, foram perseguidos e seu líder, Metatron, arrastado à prisão, para de lá finalmente escapar, agora que o Apocalipse se anuncia. Dos calabouços celestes surgiu o boato de que, enlouquecido, ele traçara um plano secreto, descobrindo um jeito de retomar seu santuário perdido, tornando-se o único e soberano deus sobre o mundo.

Antes da Batalha do Armagedon, antes que o sétimo dia encontre seu fim, dois antigos aliados, Lúcifer e Miguel, atuais adversários, se deparam com uma nova ameaça – uma que já consideravam vencida: a perpétua luta entre o sagrado e o profano, entre os arcanjos e os sentinelas, que novamente, e pela última vez, se baterão pelo domínio da terra, agora e para sempre.


“Depois do que acontecera, era impossível não refletir sobre a natureza dos deuses e como eles eram vistos na terra. Quem os podia julgar afinal? No âmago de cada homem ou mulher há um gigante, dentro de cada ser humano há um anão ganancioso, um lobo faminto, um príncipe honrado, uma rainha nostálgica e uma guerreira impetuosa. Então uma voz soou algures em seu espírito, declamando uma frase que ela certamente escutara, só não sabia onde, nem quem, ou o quê, a tinha pronunciado: ‘Todos os mundos, céus e infernos vivem eternamente dento de nós’ ”.

Paraíso Perdido encerra a trama iniciada em 2011, com “Herdeiros de Atlântida”, e expandida em “Anjos da Morte”, culminando com os eventos que darão origem à grande Batalha do Apocalipse, retratada no romance homônimo de 2010.

Se você se interessou pela história, mas não leu os outros livros e, portanto, não compreendeu a ambientação da história, recomendo que leia parte da resenha do primeiro livro, Herdeiros de Atlântida, onde explico como funciona o universo criado pelo autor. Clique Aqui para ler!

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Paraíso Perdido é o terceiro livro da série Filhos do Éden. Neste último volume da trilogia, acompanhamos a caçada a Metatron, o Rei dos Homens sobre a Terra, o mais antigo e poderoso entre os anjos, que recentemente escapou do cárcere do Segundo Céu e agora pretende retomar o controle do mundo, desafiando tanto as legiões do arcanjo Miguel quanto as tropas revolucionarias de seu irmão Gabriel.

Metatron foi (e ainda é, de certa forma) o líder dos sentinelas, um coro enviado à Terra por Deus no princípio dos tempos, com a função de proteger e instruir a humanidade. Quando os arcanjos decidiram acabar com os seres humanos, afundando o planeta na era do gelo, Metatron e seus asseclas se revoltaram, tornando-se inimigos do céu e sendo posteriormente acossados.

Paraíso Perdido é dividido em três partes, cada qual com uma atmosfera própria e personagens diferentes. O primeiro trecho se passa em Asgard, a dimensão dos deuses nórdicos, onde Denyel, o anjo exilado, acorda ao final de “Anjos da Morte”, após ser sugado pelo rio Oceanus. Kaira, a Centelha Divina, uma das arcontes de Gabriel, vai ao seu encontro com o objetivo de resgatá-lo e trazê-lo de volta ao plano físico, através da legendária Ponte Bifrost.

A segunda parte tem lugar aos dias anteriores ao dilúvio. Conforme mostrado em “Anjos da Morte”, Ablon, o Vingador, então um dos generais de Miguel, é ordenado a capturar Metatron e trazê-lo vivo aos Sete Céus. O segundo terço do livro destaca esse período, revelando um Ablon diferente daquele que conhecemos nas páginas de “A Batalha do Apocalipse”, ainda fiel aos seus chefes e as forças do paraíso.

Essas duas jornadas convergem na parte três, que finalmente explicará como Ablon, há trinta e cinco mil anos, conseguiu enclausurar Metatron, e como Kaira, Urakin e Denyel, no presente farão para enfrentar o Rei dos Homens sobre a Terra, um celeste muitíssimo mais forte que eles, invencível em vários aspectos. (resumo retirado da orelha do livro 3)

“O conhecimento é o maior tesouro da humanidade, algo que não pode tirar, que não se pode destruir, que representa o poder genuíno.”

Além de ficar muito feliz por ter completado esta trilogia, tenho a dizer que achei o final IN-CRÍ-VEL! Sempre recomendo os livros do Eduardo Spohr aos meus amigos que gostam de fantasia.

O final de Filhos do Éden foi digno dos outros dois livros (um pouco inesperado, para mim, mas não imagino um outro final que se encaixasse tão perfeitamente como esse). O autor soube não deixar pontas soltas – o que eu acho extremamente importante –  em um livro cheio de pequenos detalhes, personagens e acontecimentos. A única coisa que me incomodou neste final foi a “ideia de continuidade”: O livro termina, a aventura termina, mas a vida dos personagens deve continuar além daquilo que foi apresentado. Isso me incomoda muito porque eu fico na esperança de existir uma outra série de livros que dê continuidade a Filhos do Éden. E isso é um grande sofrimento para o leitor!

No fim das contas, achei o final espetacular! Muitos momentos de luta, me fizeram ficar tensa e atenta aos acontecimentos. Cheio de reviravoltas que me deixaram muito aflita, triste, feliz… enfim, uma profusão de sentimentos ao ler este final tão esperado.

A parte do livro que eu mais gostei foi com certeza a segunda parte, onde vemos uma ligação entre o primeiro livro do autor sobre anjos (A Batalha do Apocalipse) e a série Filhos do Éden. Fiquei simplesmente extasiada ao conhecer melhor o Ablon e a Ishtar, deu vontade de reler ABDA, sério! Li muito rápido e depois me arrependi de não ter aproveitado melhor o momento. (Risos) O autor conseguiu unir duas histórias, que ao começo não eram ligadas além do universo em comum, de uma forma perfeita e fazendo com que tudo faça sentido.

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A parte que menos me agradou foi o começo. Se você pretende ler Paraíso Perdido, não o julgue pelo começo, persista! Tive muita dificuldade com os nomes nórdicos (Bödgaedir, Blóõughófi, Jörmungandr, entre outros…). Alguém pode me dizer como o Edu conseguiu escrever estes nomes diversas vezes no livro, sem errar? Como se pronunciam? No fim das contas eu já estava inventando meus próprios nomes para os personagens, para não ter que ler esses nomes impronunciáveis. (risos). Também achei que esta primeira parte do livro tomou um bom tempo da narrativa e teve certos pontos que, no fim, não acrescentaram de forma significativa na narrativa principal.

Num balanço final, recomendo a trilogia Filhos do Éden para todos que amam livros de fantasia e aos que não gostam também. O melhor de tudo é saber que livros bons como estes são de um escritor brasileiro, muito simpático e atencioso. Com certeza vou ler qualquer lançamento do autor, pois sua qualidade de escrita é excelente.

“Só uma vela é capaz de iluminar a escuridão mais profunda. Não há treva maior que a luz. Não há noite que não termine em dia. Não há inverno que preceda à primavera”.


download.jpgO Autor

Escritor, jornalista, blogueiro e participante do NerdCast, o podcast do site Jovem Nerd. É autor do romance best-seller “A Batalha do Apocalipse” e atualmente ajuda a gerenciar o selo editorial NerdBooks, voltado à literatura fantástica. É, ainda, professor da faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, onde ministra o curso “Estrutura Literária – A Jornada do Herói no Cinema e na Literatura”.


FICHA TÉCNICA

Título: Filhos do Éden, Paraíso Perdido

Autor: Eduardo Spohr

ISBN:  8576864754

Editora: Verus Editora

Ano: 2015

Número de páginas: 560

Área principal: Ficção Brasileira

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9 comentários em “[Resenha] Filhos do Éden – Paraíso Perdido, Eduardo Spohr

  1. Olá!
    Eu nunca li nada do autor e confesso que tô um pouco saturada de livros com anjos e afins, li tantos que acabei enjoando…
    Porém, eu acho a premissa dessa série bem bacana e esse último livro da trilogia pareceu muito bom, com um final surpreendente e sem pontas soltas.
    Eu gostei da sua resenha e já anotei a dica, viu? ❤
    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Olá,

    Sempre quis ler alguma obra do autor e nossa parecem ser excelentes. Gostei muito do enredo e da ambientação da obra. Fico feliz que o final tenha sido satisfatório, pois tenho muito medo de sentir que faltou algo em um encerramento de uma trilogia. Espero em breve poder embarcar nessa história também.

    Abraços
    Cá Entre Nós

    Curtido por 1 pessoa

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