Resenhas

[Resenha] O Nome do Vento, Patrick Rothfuss

“Os nomes são importantes porque dizem muito sobre as pessoas.”

Olá Leitores,

Hoje falaremos de um livro que eu amei de todas as maneiras possíveis. Sempre ouvi falar bem dele, mas nunca me atentei ao livro. No final do ano passado ganhei de presente e resolvi lê-lo esperando algo como uma fantasia juvenil.

Não sei como descrever a vocês a forma que eu entrei nessa história de cabeça. Se você gosta de livros de fantasia no estilo idade média você precisa conhecer “O Nome do Vento”. Com certeza é um dos melhores livros de fantasia que li recentemente merecendo até um lugar na estante de futuros clássicos, ao lado de “Game of Thrones” e “O Hobbit”.


Sinopse

IMG_20160302_145704501Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.


“Meu nome é Kvothe, com pronuncia semelhante à de ‘Kuoth’. Os nomes são importantes porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem direito de possuir.Meu primeiro mentor me chamava de E`lir, porque eu era inteligente e sabia disso. Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas. Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, O Arcano; Kvothe, O Matador do Rei. Mereci esses nomes. Comprei e paguei por eles. Mas fui criado como Kvothe. Uma vez meu pai me disse que isso significava ‘saber’. Fui chamado de muitas outras coisas é claro. Grosseiras, na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas. Já resgatei princesas de reis adormecidos em seus sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon.     Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela. Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorarem. Vocês devem ter ouvido falar de mim. (…)”

O Temor do Sábio conta a história de Kvothe. Um homem com conquistas lendárias e dignas de canções nos quatro cantos. A Crônica do Matador do Rei, como é conhecida a trilogia, é contada em primeira pessoa por Kvothe com a ajuda de um Cronista que se dispôs a escrever um livro narrando as aventuras que nosso protagonista viveu. A crônica portanto, é contada e escrita em 3 dias intensos, dividindo-se em 3 volumes.

Em “O Nome do Vento” contamos com capítulos curtos que narram a vida do protagonista desde sua infância à adolescência, e futuramente sua vida adulta. Estes capítulos são intercalados com outros chamados de interlúdio que retratam o presente onde Kvothe conta sua história ao Cronista. O mais bacana é que você fica tão submerso naquele passado, narrado por Kvothe, que quando encontramos com o capítulo de interlúdio, até tomamos um “choque”. No começo eu ODIAVA os capítulos de interlúdio e achava que eles não acrescentavam em nada na história, mas percebi aos poucos que eu estava muito enganada.

Toda a história começa quando os pais de Kvothe são brutalmente assassinados por um clã misterioso, chamado O Chandriano, e o jovem de 12 anos se vê sozinho, vivendo por anos como uma criança de rua. Todas as histórias a partir deste momento pautam-se na busca de respostas a este acontecido. Quem é esse misterioso grupo tão poderoso? Porque seus pais foram assassinados? Como encontrá-los e vingar a morte da família?

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Fan Art retratando o assassinato da família de Kvothe. Disponível em: http://www.interesses-sutis.blogspot.com.br/2015/01/galerias-fan-arts-de-name-of-wind-o_23.html

“Quando crianças, raramente pensamos no futuro. Essa inocência nos deixa livres para nos divertirmos como poucos adultos conseguem. O dia em que nos inquietamos com o futuro é aquele em que deixamos a infância para trás.”

No universo criado por Rothfuss também temos aspectos muito marcantes. A história se passa em um tempo equiparável ao medieval (é como em Game of Thrones que sabemos que se passa em um tempo muito antigo e fantasioso, mas não podemos determinar exatamente quando). O Autor criou cidades, mapas, costumes, cultura, moeda, línguas, fauna, flora, folclore, magia e muito mais. Patrick Rothfuss faz tudo isto com maestria de um veterano e não deixa pontas soltas. Lendo A Crônica do Matador do Rei você se sentirá em um universo medieval quase real, pelo menos foi assim que me senti em vários momentos.

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Kvothe enfrentando o Dracus

Além de Kvothe, o autor construiu outros personagens dignos de nota. Bast, seu fiel aprendiz, sua amada Denna, seus amigos, seus inimigos (além do Chandriano), os professores da Universidade(uma espécie de escola de magia), Auri… todos são muito bem construídos, com personalidades bem definidas. Alguns personagens são muito misteriosos, capazes de desenvolver uma outra história própria, paralela à principal.

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Kvothe e seus amigos na Universidade
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Denna, com sua beleza de doer os ossos, segundo Kvothe.

O que posso dizer sobre este livro é que quando você acha que a leitura vai ficar chata acontece algo que a torna muito boa novamente. Patrick Rothfuss soube colocar os diversos picos da narrativa nos momentos certos para prender a atenção do leitor.

“- Alar é a pedra angular da simpatia. Se você pretende impor sua vontade ao mundo, tem que exercer controle sobre aquilo em que acredita.”

Já aviso de antemão para você não ficar receoso de ler, afinal, são 656 páginas com uma letra pequena e que aproveita ao máximo o espaço da folha. No fim das contas, vale muito a pena a leitura. A verdade é que logo que acabei de ler essas 656 páginas, já parti para o livro 2 (“O Temor do Sábio”) com 960 páginas, e acredite, li MUITO rápido. Não me aguentei de ansiedade para continuar a história e gora estou sofrendo porque o 3º e último livro “As Portas de Pedra” não têm data prevista de lançamento. =(

Sei que é muito ruim ficar à espera do lançamento do terceiro livro. Estou passando por isso agora, porém não me arrependi em nenhum momento. Muitas pessoas ainda não conhecem esta trilogia, que é incrível, mas garanto que vale a pena parar o que você está fazendo agora e imergir neste livro. Não perca a oportunidade de ler um livro tão bom só porque o autor não terminou a obra ainda.

“O desejo por conhecimento molda o homem”

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Kvothe, com sua capa de sombras, chamando o Vento.

Espero ter conseguido aguçar a curiosidade de vocês. Tem muito mais nestes livros que não mencionei aqui, pois está além da capacidade de uma resenha. Não encontrei NENHUM ponto negativo digno de nota além do fato da trilogia ainda não estar completa. Espero que vocês apreciem esta leitura como ela merece.

Extras:  Além dos três livros da trilogia da Crônica do Matador do Rei, temos outro livro, já lançado, chamado “A Música do Silêncio” que conta a história de Auri, uma personagem secundária e amiga misteriosa de Kvothe. Ainda não tive a oportunidade de ler, mas sei que é focada em explicar algumas coisas sobre esta personagem e que de certa forma, acrescenta na narrativa principal.

Está oficialmente confirmado que a Lionsgate irá adaptar “A Crônica do Matador do Rei” para o cinema, além de produzir uma série e um jogo. As últimas notícias sobre este acontecimento são de 2015, portanto não encontrei fontes confiáveis que confirmem o andamento do filme e dos demais produtos audiovisuais. É certo que algum dia sai! Rsrsr

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O Autor

Patrick Rothfuss Amsterdam - 095Patrick James Rothfuss (Madison, Wisconsin, EUA, 6 de junho de 1973) é um escritor de fantasia americano. Ele é o autor da série A Crônica do Matador do Rei. O primeiro livro da série, uma trilogia, O Nome do Vento, que é também seu romance de estreia, fez grande sucesso e foi aclamado pela crítica, entrando para a lista dos mais vendidos do New York Times . O segundo livro da série,The Wise Man’s Fear (no Brasil traduzido como “O Temor do Sábio”), foi publicado em 1º de março de 2011 nos Estados Unidos .

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FICHA TÉCNICA

Título: O Nome do Vento (The Name of the Wind)

Autor: Patrick Rothfuss

ISBN: 8599296493

Editora: Arqueiro

Ano: 2009

Número de páginas: 656

Área principal: Ficção, Romance

Classificação: 5 estrelas


Espero que tenham gostado!

Até a próxima!beijos

 

 

 

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29 comentários em “[Resenha] O Nome do Vento, Patrick Rothfuss

  1. Olá!
    Eu já li vários comentários controversos sobre esse livro, mas você conseguiu me deixar curiosa sobre a trilogia!
    A premissa é bem interessante e eu amo livros com ambientação medieval.
    O tamanho me assusta e como não tenho tido muito tempo para ler, vou deixar para as férias.
    Dica mais do que anotada. Espero gostar tanto quanto você!
    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Eu participo de um grupo de livros de fantasia no facebook e já vi taaanta gente falando bem desse livro, que parece realmente muito bom, ainda mais depois de ler a sua resenha, me parece que o autor criou uma história muito bem fundamentada, com boa construção de cenários e personagens, Certamente lerei quando puder.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Oi Jéssica, sua linda, tudo bem?
    Eu adoro quando os autores colocam mapas e seus livros, acho que torna mais real para mim. E agora você dizendo que ele criou moeda, uma língua, e tudo mais para caracterizar esse universo, pronto já me ganhou. Eu adoro fantasia, e esse clima medieval é um dos meus preferidos pelos valores dos grandes guerreiros que não vemos mais hoje. Estou louca para ler. Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

    Curtido por 1 pessoa

  4. Estou com esse livro na minha estante tem tempo, mas como ele é muito pesado eu não levo quando saio de casa e acaba que nunca comecei mesmo a ler. Agora que minhas aulas estão acabando (só acabam em duas semanas), acho que finalmente terei folga para ler em casa. ❤

    Ótima resenha.
    vidaemserie.com

    Curtido por 1 pessoa

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